5 de abril de 2011

Vôo da ONU despenha-se na RDC

4 de Abril 2011 – Um Bombardier CRJ-200 das Nações Unidas despenha-se em Kinshasa matando 32 pessoas, de acordo com os dados mais recentes. A aterragem falhada deveu-se à chuva e ventos fortes que levaram o avião a embater com força na pista, desfazendo-se e incendiando-se de imediato. As últimas informações indicam um sobrevivente em estado crítico. (veja as imagens aqui)


25 de Agosto 2010 – Um Let-410 (pequeno jacto Checo) despenha-se em Bandundu matando 19 pessoas. O piloto perdeu o contrôlo do avião quando todos os passageiros correram para o cockpit em pânico, fugindo de um crocodilo que passeava pela cabine, depois de se ter soltado das cordas que o amarravam durante o vôo. Para além do único sobrevivente que ficou em coma durante alguns dias antes de recuperar a consiciência, também o crocodilo resistiu à queda, tendo sido depois morto pelos populares que procediam à procura de sobreviventes.

29 de Abril 2009 – Um Boeing 737 despenha-se em Bandundu, a cerca de 200 Km a Sudoeste de Kinshasa. O avião, que provocou a morte aos 7 tripulantes, dirigia-se de Bangui a Harare para fazer manutenção de rotina. As causas não foram confirmadas, apesar de se mencionar uma explosão em alguns dos relatórios preliminares.

15 de Abril 2008 – Um DC-9 falha a descolagem em Goma (fronteira com o Ruanda) e despenha-se numa área residencial próxima do aeroporto, provocando a morte a mais de 20 pessoas entre passageiros, tripulantes de bordo e outros que se encontravam no local.

4 de Outubro 2007 – Um Antonov-26 (Cargo) despenha-se no bairro residencial de Kingasani, em Kinshasa, pouco depois de levantar vôo. Apenas dois dos 28 ocupantes do Antonov sobrevivem, tendo o acidente feito várias outras vítimas que se encontravam no local onde o avião se despenhou. Este, tendo os depósitos de combustível cheios, pegou fogo de imediato aumentando o pânico e a tragédia.

A RDC conta nos seus registos com aproximadamente metade de todos os acidentes de aviação em África. Só em 2007 apresentou um registo de 24 aviões despenhados, estando todas as companhias aérias Congolesas na lista negra da aviação internacional. Num país da dimensão da Europa Ocidental onde as ligações terrestres são práticamente inexistentes, o transporte aério apresenta-se como absolutamente fundamental para a comunicação nacional interna.

Quem já apanhou um vôo comercial neste país pôde com certeza observar que virtualmente todos os passageiros passam o vôo inteiro a rezar e nunca falha o aplauso emotivo ao piloto a cada aterragem feita em segurança. Até eu, que detesto o hábito, (e confesso não sem alguma vergonha) aplaudi por uma vez o piloto de um vôo que, algures entre Lubumbashi e o fim do mundo, já mais não era, na minha absoluta certeza, que uma mera estatística.

2 comentários:

  1. Fico TÃO TÃO TÃO contente que estejas bem!
    Espero que as estatísticas libanesas sejam mais felizes!

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  2. E que as Etíopes também o sejam (vou fazer a mala para ir outra vez simbora, pela terra dos meus congéneres, até ao Uganda matar sôdadi)

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