17 de maio de 2011

Uma questão de Estratégia


Já estão enterrados até ao pescoço, os dois que eram tão amigos. É o Titanic a afundar ao vivo e em directo, e a inércia a bloquear a reacção. É uma tragédia a desenrolar-se em câmera lenta, uma bola de neve que s’engrandece lá de cima e se aproxima, pronta a destruir o que resta dest’aldeia. Todos a vêem mas o pânico de uns, a estupidez d’outros, um monstro invisível a todos impede de reagir. É evidente que estaremos muito em breve a dar cabeçadas na parede por tamanha estupidez e, no entanto, a locomotiva do apocalipse avança a todo o vapor. Não fosse tão catastrófico, seria até um curioso, quase merecido, toma-lá-que-é-para-não-seres-parvo, a ser estampado em cada fronte, em cada mão, “e haveria três anos e meio [mais meio ano, menos meio ano] de grande aflição”. Mas é demasiado catastrófico, demasiado ridículo, demasiado… Sequer considerar que a bela rosa possa de novo soprar a concha do poder.

Onde estão os tão-na-moda “profissionais de comunicação”? Onde está a estratégia de campanha? Será que o melhor que conseguem fazer é acusar o poder de comunicação do adversário de ser, no fundo, melhor que o vosso, enquanto se beliscam e puxam os cabelos um ao outro, numa bulha digna de… cabeleireiras?

O Samuel já disse quase tudo, quando perguntou como é que o Passos Coelho conseguiu a proeza de o PS ter ultrapassado o PSD nas intenções de voto. Quase tudo, dizia, pois parece-me que a medalha deverá ser também salpicada a azul e amarelo.

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