29 de junho de 2011

Angélico engolido por raparigas

Não sei o que é um Angélico, tampouco como foi parar ao estômago destas raparigas, mas pelo ar de sofrimento deve ter sido doloroso.

Imagem original no site do Expresso

20 de junho de 2011

Enquanto andais distraídos



Certo de não ser esta uma concertação unânime, estou porém convencido de que há uma significativa parte da população, na qual me incluo, que crê que o cenário político em Portugal está por demais viciado pelos principais partidos políticos, bem como pela falta de um poder que seja livre da sua influência. Este vício é tão mais preocupante quanto extensível ao “quarto poder”.

Mais, estou certo de que não só este grupo de “desconfiados” se estende por todo o espectro politico e ideológico, como ultrapassa ainda os parcos resultados eleitorais que obtiveram os chamados “pequenos partidos” nas últimas eleições (como, alias, tem sido norma desde 1974).

É uma evidente constatação, o desiquilíbrio no tratamento dado pelos media aos diferentes partidos e, se em parte esse desiquilíbrio é justificado por uma questão de tradição, por outro não lhe é alheio o elemento acima referido, i.e., a dependência dos grandes meios de comunicação aos interesses partidários.

Independentemente das razões, o facto em si é (tem de ser!) inaceitável em democracia. A submissão a 2 ou 3 partidos “de sempre”, tanto mais nestes moldes de tal maneira viciados, é no mínimo tão reprovável como a imposição da vontade de um qualquer ditadorzeco, com a agravante de haver, nesta situação, mais gente para roubar mais, pelo menos em potência. É a cleptocracia elevada à potência.

Qual é a lógica “democrática” de haver dois partidos politicos, igualmente legítimos aos olhos da lei, a partirem para um exercício eleitoral condicionados à partida por um mediatismo desigual, com menos espaço para debater idéias e propostas?

A resposta de que o número de filiados , os votos passados, ou a história do partido justificam a desigual atenção não convence, que mais não seja por provocar um efeito “bola de neve”, que tenderá naturalmente ao aumento da própria desigualdade de oportunidades, e a contribuir assim o efeito para a justificação da própria causa, numa lógica falaciosa.

Se é dever dos media, em período eleitoral, divulgar os diversos projectos e programas apresentados pelos partidos que se propõem à AR, como se explica que a vasta maioria dos Portugueses parta para a mesa de voto com conhecimento quase nulo dos diferentes programas, não obstante a dose industrial de “informação” impingida pelas televisões, rádios e imprensa? A resposta é outra evidência: a esmagadora maioria do tempo real de antena é esbanjado com questões sem interesse, curiosidades irrelevantes, desaguisados, peixeiradas e acertos de conta pessoais. E no fim, pasme-se, são os palhaços destes circos quem são recompensados em votos.

É, portanto, óbvio que interesse aos palhaços o circo, e que assim continuem a promovê-lo tanto em “performances” cada vez mais audazes, como pela divulgação do “espectáculo” através dos canais próprios a que têm acesso privilegiado. É que assim tudo continua igual.

Impõe-se, a meu ver, como prioridade a movimentação dos “pequenos partidos” junto à CNE, de forma a que se esclareça os regulamentos das campanhas eleitorais e respectiva constitucionalidade, para que os necessários ajustes sejam feitos e se criem as condições adequadas para eleições realmente justas, equilibradas e isentas.

Agora, repito, porque a três meses das eleições será demasiado tarde.

À atenção óbvia de PCTP-MRPP, PAN, MPT, MEP, PNR, PTP, PPM, PND, PPV, POUS, PDA, PH.

18 de junho de 2011

Habemus Governus

Na ressaca do anúncio do novo governo de Pedro Passos Coelho, só me ocorre dizer que o governo do Líbano é de longe muito mais interessante! Tem Maronitas, Druzes, Gregos, Arménios, Sunitas e Xiitas. Só o Hezbollah tem mais ministros do que o governo inteiro de PPC. Melhor: tem cá mais ministros carecas que o vosso governo inteiro. Tem dois primos Karamé que não se curtem nem um bocadinho. Um deles chama-se Fayçal e é casado com a Senhora Lama Diab(o).

E o melhor é que contrataram o Fernando Nobre para Ministro da Indústria, que pensou que bastava mudar o nome para passar despercebido…

Werj Sabounjian (alias Fernando Nobre)
 E os 30 imprescindíveis Ministérios são:

O Primeiro, o Vice-Primeiro, o de Estado, o de Estado para os Assuntos Parlamentares, o dos Trabalhos Públicos e Transportes, outro de Estado, o da Saúde, o das Financas, o de Estado para a Reforma Administrativa, o dos Assuntos Sociais, o da Energia e Recursos Hidráulicos, o da Agricultura, o do Trabalho, o do Turismo, outro de Estado, o dos Deslocados, outro de Estado, o do Ambiente, o da Defesa, o da Justiça, o dos Negócios Estrangeiros e Emigrantes, o da Economia e Comércio, o do Interior, o da Indústria, o da Informação, outro de Estado, o da Educação e do Ensino Superior, o da Cultura, o das Telecomunicações, e o da Juventude e do Desporto.

Será portanto certo que ao Ministro de Estado para a Reforma Administrativa não faltará trabalho!

16 de junho de 2011

Uma Ode à Lambada


 E ao Dr. Phil. Aos programas neo-didáticos e aos brinquedos neo-seguros. À guerra aberta aos germes e micróbios, bactérias e afins. Uma ode aos processos disciplinares a professores que levantam a voz aos alunos. E outra aos processos criminais a pais que levantam a mão aos filhos. Uma ode ao Eric Cartman.


Uma ode à minha Mãe que, não me tendo ensinado a dançar, sempre soube dar-me uma boa lambada quando era preciso.

15 de junho de 2011

Quiz Costa do Marfim (2)

Um destes presidentes não teve direito a palmadinhas nas costas apesar de responsável pela morte de milhares de inocentes. Descubra qual.


Quiz Costa do Marfim (1)

Um destes Ouattaras não é um selvagem. Descubra qual.