7 de julho de 2011

Sem Roque nem Rei

Sem moeda, sem fronteiras, sem produto nacional, por que raio vimos nós, agora, chorar pela forma como estrangeiros nos qualificam?

Sem filhos, sem emprego, sem reformas, por que raio vimos nós, agora, chorar por dizerem que não temos futuro?

Se vendemos a nossa língua ao Brasil, por que raio nos fazemos indignados por receber um memorando de entendimento in English?

Sem agricultura, sem florestas, sem pescas, por que raio nos queixamos de ser a praia de Madrid, ou o campo de golfe dos Ingleses, ou a praia dos Alemães?

Se nem sequer temos a honra de manter uma dívida sem que esta seja promiscuamente vendida todos os dias, estávamos à espera exactamente de quê?

Da solidariedade da Europa? Do fair-play dos Americanos? Do fair-trade dos Chineses?

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