4 de setembro de 2011

Da Festa Brava


Já a mim não me são indiferentes as touradas, que frequento com mais gosto do que regularidade, e considero perfeitamente absurda a dimensão que tem o movimento anti-tourada. Opondo, por exemplo, ao percurso de vida – e morte – do touro bravo, a forma como são criados e mortos um enorme número de animais destinados à indústria alimentar (porcos, vacas, galinhas, gansos, …), só se pode concluir que a energia dispendida à defesa desta causa é francamente desproporcionada, e reveladora de motivações bem diversas daquelas destiladas em palavras de ordem, ouvidas à porta de uma qualquer praça Portuguesa.

As razões de fundo deste movimento são afinal bem menos nobres do que querem fazer crer aqueles que falsamente apregoam a defesa dos animais como bandeira. Sendo a reacção tão desproporcional em relação à causa, tendo em conta a triste realidade de outras bestas, ela só faz sentido na medida em que o que se quer destruir não são as touradas mas sim a Tradição, ou seja, faz parte do movimento importado e revolucionário que visa aniquilar a alma Portuguesa.

O touro bravo é um animal nobre, como é nobre a arte qie é festa brava. Ela revela e implica um variado conjunto de características da nossa cultura e do nosso povo – incluindo o carinho e a relação privilegiada com os animais – que, entre outras, nos distingue e eleva de outras culturas e de outros povos.

No fundo, o que de mais triste tem o movimento anti-touradas é o facto de se ir alimentar aos sentimentos vis de mesquinhez e inveja com que são injectados os idiotas úteis, para cumprir os propósitos dos lóbis revolucionários dominantes desta idiocracia que nos domina. Esses mesmos lóbis e esses mesmos sentimentos que geram a desmedida aversão à Igreja e à monarquia e que, quando levados ao extremo, se traduzem em ódios que matam.

Mas… apesar da insistência e da força com que desferem os seus golpes, importa fazer saber o mais importante dos pormenores:

¡No pasarán!

(imagem daqui)

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