15 de março de 2012

Cerelac

Existem várias formas de o preparar, Rita, mas só uma é perfeita:

6 comentários:

  1. É só isto, nem uma descriçãozinha dos movimentos nem um comentário sobre as quantidades nem nada? Claramente um exemplo da autoria de alguém que não gosta de comer.

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  2. Pensei que esta ilustração em 3D altamente sofisticada fosse self-explanatory. Aqui vai a explicação para que não restem dúvidas:

    Primeiro faz-se uma montanha de Cerelac, em que a base da montanha ocupe cerca de 72% da base da tigela. Esta terá, idealmente, cerca de 15 centímetros de diâmetro. Alisam-se as paredes da montanha com a colher, e procede-se à transformação da montanha num vulcão, usando o conteúdo da cratera para reparar as brechas que se formarão na montanha depois do terrível e necessário desastre natural que sobre ela se abateu.

    Depois enche-se a cratera com leite frio (sempre leite frio), e de seguida faz-se uma recriação do Díluvio, enchendo a tigela com leite até submergir o vulcão em cerca de 47% da sua altura total. No caso do alisamento não ter sido bem feito, o leite vai penetrar as bases do vulcão e fazer com que este comece a flutuar, tal como aconteceu com a Arca de Noé. Não é esse, no entanto, o objectivo pretendido.

    O movimento da colher é um detalhe fundamental. Tal como indica a ilustração, a colher terá de ser mantida num ângulo de 74 graus, de forma a conseguir fazer-se incisões perfeitamente verticais. A observação deste preceito permitirá que a estrutura da montanha se mantenha estável durante o máximo tempo permitido pelas leis da física. Ao levantar a colher, esta deverá conter uma pequena montanha de Cerelac submergida num banho de leite fresco, quase imaculado.

    Seguindo este procedimento, você irá tirar o melhor partido da sua refeição, podendo desfrutar da melhor consistência possível do Cerelac durante o maior tempo possível, e quando o vulcão tiver sido totalmente consumido, terá ainda a vantagem acrescida de poder beber o leite misturado com a quantidade ideal de Cerelac e na temperatura perfeita, de forma a matar a sede provocada por tão intenso lavor, mas evitando o choque demasiado violento que seria beber um copo de leite directamente do pacote (quem não experimentou já esta terrível sensação?)

    Das vantagens de ser especificamente um vulcão (para além de ser giro) eu sei que as há, mas agora não me lembro quais são.

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  3. Eu reconheço o esforço, mas estamos claramente a falar de iguarias diferentes, embora essa até pode ser interessante. Isto é, interessante caso depois seja possível descolar a lava do céu da boca.

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  4. Pessoa que não é o Felipe15 de março de 2012 às 15:50

    Felipe, só vim cá para dizer que a tua ilustração é maravilhosa.

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  5. Oh! Muito obrigado, Pessoa que não é o Felipe! Se fosse eu a dizê-lo poderia parecer pouco credível, mas vindo de ti ganha contornos de verdade incontestável! Bem hajas.

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  6. Hahahahahahahaha!!!!!!!!!
    Não consigo decidir se gosto mais do felipe ou da pessoa que não é o felipe!!!!!!!!!
    Ou se gosto mais de cerelac??????
    Não sei... só sei que adorei!!!!!!!!!!!!!
    Wohoo!!!!!!!!!

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