7 de maio de 2013

Sassaricando

Não restará na Síria, muito em breve, pedra sobre pedra.
 

Repete-se o triste espectáculo Iraq’03, aquele em que tivémos a oportunidade de assistir à devastação de cidades Sumérias com mais de 6,000 anos. Ou ao saque de mais de 10,000 objectos do Museu Nacional de Bagdad (alguns encontrados mais tarde à venda no e-bay por meia dúzia de tostões). Ou ainda ao incêndio da Biblioteca Corânica, que reduziu a cinzas inúmeras obras absolutamente insubstituíveis e, não é exagerado dizê-lo, esquartejou grande parte da identidade cultural do país.

Estes casos servem apenas de exemplo de toda uma civilização que, tendo sobrevivido milénios, está agora irremediavelmente extinta. O cenário é desolador. A perda é incomparável.

Repete-se o triste espectáculo enquanto escrevo estas impotentes linhas.

A lista do património já destruído desde o início da barbárie Síria é imensa, sendo a mais recente vítima a cidade Romana de Palmira, cujas imagens ilustram este artigo.

Anda por aí a circular um dramático e-mail sobre a extinção do rinoceronte lilás da Micronésia. Imagino que o post correspondente no Facebook conte já com 700 Milhões de partilhas e outras tantas lágrimas. Por favor partilhem. É urgente.


[Também no Estado Sentido

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