28 de maio de 2014

Alguns factos apagados da história de Timor:


1. A luta armada da ASDT (mais tarde mudou o nome para FRETILIN) contra Portugal até 1974.
2. A relevância (a própria existência se omitiu) de partidos Timorenses que defendiam a continuação do estatuto de colónia Portuguesa para Timor-Leste (UDT), para além de outros que pretendiam a integração política com a Indonésia (APODETI).
3. A guerra civil que existiu de facto entre a ASDT/FRETILIN e os outros partidos Timorenses.
4. O apoio financeiro e militar dado não só pela URSS, mas também por Portugal à ASDT/FRETILIN, um partido marxista com pretensões de tornar Timor-Leste num satélite soviético.
5. A sabotagem e o boicote dos comunistas Portugueses a todos os partidos que se opunham à ADST/FRETILIN.
6. A entrega de Timor-Leste, por parte de Portugal, à esfera do poder Soviético, ou seja, o abandono de Portugal aos Timorenses.
7. A fantochada das eleições municipais de 1975 que atribuíram uma vitória de 55% à ASDT/FRETILIN, feita com o apoio dos comunistas Portugueses que entretanto ocupavam o poder em Lisboa.
8. O silenciamento, através da prisão, exílio ou assassinato, de quaisquer vozes opostas à ASDT/FRETILIN.
9. A eventual tomada de assalto de todas as organizações partidárias de Timor-Leste por parte dos comunistas, e intensificação do programa de propaganda marxista por todo o território.

Ai, Timor, calam-se as vozes dos teus avós.
Ai, Timor, se outros calam, cantemos nós.

24 de maio de 2014

O Descomprometido Esforço Humanitário em Acção!


Ora vejam bem como as coisas funcionam neste nosso admirável mundo novo.

A 15 de Dezembro do ano passado começou a guerra civil no Sudão do Sul. A 24 de Janeiro escrevi este texto no Expresso a propósito do conflito. Uma consequência imediata da guerra foi a criação de inúmeros campos de refugiados dentro das bases da ONU pelas zonas mais afectadas do país, onde mais de um milhão de deslocados internos procuraram alguma segurança a curto prazo. E se nem sempre encontraram segurança nos campos, devido a ataques de rebeldes/forças do governo, também cedo se verificou que a ocupação dos campos não seria a curto prazo. Estávamos no início da época seca, e era crucial encontrar soluções de segurança, higiene e habitabilidade para o médio/longo prazo, soluções que teriam de estar obrigatoriamente implementadas antes do início da época das chuvas.

Visitei vários campos de refugiados por todo o país e as condições de vida eram invariavelmente miseráveis em todos eles. Em quase todos os campos encontrei os refugiados em vales ou pequenas depressões onde a água das chuvas ou dos esgotos naturais se concentrava, criando assim condições perfeitas para a propagação de doenças infecciosas. Os homens, mulheres, crianças e idosos que habitam os campos fazem geralmente as suas necessidades a céu aberto, onde calha, e as fezes vão-se acumulando de forma anárquica pelos campos. A administração da Missão da ONU estava informada da necessidade de desenvolver infraestruturas adequadas, era uma necessidade por demais evidente e não há forma de o esconder ou negar. Havia tempo para o fazer, apesar das precárias condições de segurança: mais de seis meses passaram sobre o início do conflito.

Para além da distribuição de rações e tendas, e o possível apoio médico dado em condições extremas, pouco ou nada foi feito em termos de desenvolvimento de infraestruturas. Sem surpresa, portanto, assistimos a um surto de cólera no Sudão do Sul, agora que começa a época das chuvas, ainda com relativamente fraca intensidade. E com o surto de cólera, intensifica-se o habitual peditório das ONGs para mundos e fundos, para salvar os pobres e miseráveis Africanos. As mesmas ONGs e organizações de desenvolvimento que na sua grande maioria mais não são mais do que um monstro implacável e bem articulado de burocracia e promoção de agendas obscuras, com um rasto de destruição humanitária incalculável. Gigantes a circular fundos bilionários e a distribuir salários para lá de generosos, sempre em nome dos pobres e miseráveis Africanos que, curiosamente, vão ficando sempre em situação cada vez mais pobre e miserável.

Mas há mais, há sempre mais. A ONU, mais os inevitáveis interesses que se escondem atrás desta organização, encontrou mais uma oportunidade de ouro para implementar o seu tenebroso plano de vacinação global, de que já falei aqui há pouco mais de um mês. Numa primeira fase, para começar, cerca de 100,000 pessoas irão receber a vacinacontra a cólera, patrocinada por várias das mais importantes organizações não-governamentais e diversas agências da ONU, e para regozijo das grandes produtoras de fármacos, do eugénico-filantropo casal Gates, e dos clãs Rothschild, Rockefeller & Outros-aventais-que-tais.

Que estas vacinas sejam desnecessárias, ineficazes, caras e perigosas, não interessa para nada. Fundamental é que se mantenha a máquina bem oleada, o dinheiro a circular, as fábricas a produzir, os porcos a enriquecer, e os pobres distraídos com a fome, entretidos com a guerra, ocupados a morrer.

Isto é a democracia que todos defendem como valor absoluto, a demagogia no seu estado mais puro, no fundo não é mais do que manipulação descarada. Está na hora de abrir os olhos e acabar com esta pouca-vergonha. E a começar já amanhã, se tudo correr bem, com uma abstenção-recorde a rondar os 70%.

Dia de Reflexão



Sou fervoroso adepto da decisão de tornar-se por decreto o voto obrigatório em Portugal, e assim elevar-se o exercício activo de abstenção da mera expressão de cidadania à prática generalizada de desobediência civil, com níveis de adesão indiscutíveis, bem acima dos 60%. A desobediência civil é parte integrante da democracia plena e é o processo através do qual nos é possível libertarmos deste regime tirano, farto de políticos parasitários. A abstenção não passa de um mero aviso, o que virá depois quebrará os alicerces do regime, e finalmente bastará um sopro de criança para derrubar toda esta estrutura carcomida pelos vermes e pelas traças. O processo está em curso e é já impossível detê-lo, agora é só uma questão de tempo até à implosão final.