18 de junho de 2014

A propósito da proclamação do Rei de Espanha


"Felipe rejeitou a posterior celebração de uma missa para respeitar a natureza secular do Estado. Pela mesma razão a Coroa de prata de 1775 e o ceptro expostos sobre uma almofada em frente ao novo Rei não estarão acompanhados de um Crucifixo. Felipe quis também evitar a pompa ou qualquer sinal de ostentação

Um Rei, ao que parece, miserabilista cheio de complexos e que não tem a noção do que representa a instituição que vai encabeçar amanhã. Isto ficou aliás evidente a partir do momento em que foi anunciado o casamento.

Hoje, rejeitando a celebração de uma missa, dá mais um passo no sentido de destruir a monarquia, cedendo às pressões progressistas de uma sociedade que mais do que nunca precisa de alguém que a inspire, a lidere, e lhe sirva de referência. Escolheu abraçar os valores liberais, sacrificando para isso a honra e a integridade. Escolheu o efémero dos valores biodegradáveis para satisfazer os inimigos da monarquia e, fazendo-o, traiu a Espanha e traiu a Deus.

Já o disse, é-me evidente que a monarquia é sempre melhor do que a república, mas cada vez encontro mais razões para alertar para as diferenças essenciais entre a monarquia tradicionalista e a monarquia liberal – e para me distanciar tanto mais deste modelo quanto ele se vai distanciando da representação e do serviço à nação.

1 comentário:

  1. Parabéns Felipe Ribeiro. Uma óptima intervenção.
    A monarquia tradicional é pura, tem os Valores que devem nortear uma sociedade civilizada e justa. outra, acaba por suicidar-se ao sujeitar-se ao materialismo, em especial o de inspiração gramchiana.

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